sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Hamburger de Quinoa #Vegetariana



Nunca um hambúrguer me soube tão bem! Também adoro o de feijão frade, e hei-de partilhar aqui a receita ( quando a máquina fotográfica for mais rápida do que o meu apetite!), prometo. 

Hambúrguer de Quinoa
Ingredientes: 
300 gr de quinoa cozida
1 batata cozida
½ cebola picadinha
Salsa
sal e pimenta a gosto
Cominhos a gosto
pão ralado

Como fazer:  
Lavar muito bem a quinoa, passando-a por água corrente diversas vezes. Levá-la a cozer, numa proporção de um para dois, de água. 
Colocar a quinoa cozida num recipiente, com a batata em puré, a cebola e salsa picadinhas, temperar com sal, pimenta e cominhos; misturar tudo, salpicando um pouco de pão ralado. 
Formar os hamburgeres à mão, ou com ajuda de uma forma, envolver com pão ralado.
Untar uma sertã com óleo vegetal e grelhar, de um lado e de outro.

Servir no pão, ou no prato, com batatas fritas. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A oração dos cinco dedos

Catholic.net
No sábado passado, o programa "E Deus criou o mundo", na Antena2, era sobre a oração. A esse propósito, o representante da Igreja Católica mencionou a oração dos cinco dedos do Papa Francisco. Pareceu-me fazer todo o sentido
Uma estratégia perfeita; quando pensamos com o coração, é esse nível que se atinge - o da perfeição. 

1. O polegar é o dedo mais próximo. Então, começar a orar por aqueles que estão mais perto de si. Eles são os mais fáceis de lembrar. Orar por aqueles que amamos, é "um trabalho doce".
 
2. O próximo dedo é o indicador: Ore por aqueles que ensinam, instruem e curam. Eles precisam de apoio e sabedoria para conduzir outros na direcção certa. Mantenha-os em suas orações.

3. O próximo dedo é o médio, que na realidade e o mais alto. Lembra-nos de nossos líderes e os governantes, que têm autoridade. Eles precisam de orientação divina.
  
4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais fraco. Os pianistas conhecem-no por isso. Ele lembra-nos de rezar pelo mais fraco, o doente ou perturbado por problemas. Eles precisam de suas orações. 

5. E, finalmente, temos nosso dedo mindinho, o menor de todos. Este deve lembrá-lo de orar por si mesmo. Quando terminou a oração para os quatro primeiros grupos, as  suas próprias necessidades aparecerão na perspectiva correta, e estará preparado para orar por si mesmo de uma forma mais eficaz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Um ano de dieta vegetariana


Quando, há um ano, mudei os meus hábitos alimentares tinha a certeza de que queria, de facto, dar esse passo. Porém, não estava totalmente segura de como seria esse processo; não queria sentir falta de carne e peixe.
Não queria sentir-me "desconsolada" com a minha nova alimentação.
Não queria que isso me trouxesse algum problema de saúde. 
Não queria ter que tomar vitaminas, ou qualquer outro suplemento que o organismo necessitasse, por já não estar incluído na minha dieta. 
E, sobretudo, não queria arrepender-me e desistir.

Portanto, talvez devido a tudo isto, dizer "sou vegetariana" foi algo que durante bastante tempo hesitei. E a primeira vez que o disse soou-me a falso; o que são algumas semanas, ou até meses, em toda uma vida de dieta omnívora?! 

Demorei imenso tempo a tomar a decisão, que acabou por acontecer numa fracção de segundo, precisamente para ter a certeza de que era uma mudança definitiva. Felizmente, nenhum dos meus receios se confirmou, até à data. 
Não me custa absolutamente nada abster-me de carne e peixe, nem sequer os meus (antigos) pratos preferidos me tentam. 
A comida vegetariana é muito reconfortante e apetitosa, de forma que,
confesso, por vezes como demasiado, apenas por gula! 
Sinto-me optimamente, as minhas últimas análises confirmam-no, e mantenho o peso ( 53 kg - 1.66 cm ), o que sendo eu naturalmente  magra, manter o peso é bom.  
Não me sinto nada arrependida desta mudança de dieta; num ano, nunca vacilei nem hesitei. Sou vegetariana. 

A dificuldade de alimentar-me fora de casa, fosse em férias, ou em casa de amigos e familiares, foi um ponto que desconsiderei. Quando as pessoas me começaram a questionar, simplifiquei dizendo que comeria o que houvesse para todos, excepto a carne e o peixe. E que levaria a minha comida quando isso fosse necessário, o que aconteceu na Páscoa, entre familiares, e no Verão, entre amigos. Para mim foi absolutamente normal, enquanto para os outros foi algo curioso; faziam-me perguntas, expunham dúvidas, davam mostras de perplexidade. Considerei razoável, afinal sou a primeira vegetariana da família, e entre amigos. Todavia, suspeito que não será sempre assim, outros tomarão o mesmo rumo, a seu tempo. 

Continuo, obviamente, a cozinhar carne e peixe, a minha família é omnívora, e por vezes cozinhar duas refeições diferentes é complicado. Adquiri então o hábito de cozinhar várias refeições e congelar; a diversidade na arca congeladora é muito prática e compensadora. E tenho também alguns truques, que o tempo e experiência me ensinaram; se a família tem uma refeição que inclui arroz seco, faço para mim uma omeleta, por exemplo. Ou salteio cogumelos com molho de soja, que envolvo no arroz. 

Sinto-me muito satisfeita com esta mudança, que considero ter sido um dos meus maiores sucessos em 2015. Sei que ninguém convence ninguém a mudanças destas; é algo que deve ser decidido a nível de consciência. Contudo, acredito que saber mais sobre a forma como os "alimentos" da dieta omnívora são criados e tratados, tomar conhecimento de que os animais também sentem, e percebem o processo de morte, são informações que nos motivam fortemente. A empatia é geradora de grandes mudanças no nosso íntimo, e se há coisa que este Mundo necessita é de empatia. 

Mais informação, aqui:
Vida Animal
Cantinho Vegetarian
ANDA
 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E para este Carnaval?

O meu afilhado escolheu este. Mal posso esperar para ver o meu super-herói!
Já não falta muito para o Carnaval. As lojas já há algum tempo nos recordam que está na hora de escolher a fantasia, e as crianças, sobretudo, não nos deixam esquecer. Animam-se os pequenos com a profusão de disfarces, abrangendo todos os gostos; uns mais catitas, outros mais exuberantes, outros assustadores, outros alegres, de acordo com a diversidade das personalidades, ou das personagens da moda. 

Cá em casa o Carnaval servia, sobretudo, de pretexto para comprar mais uma fantasia, para se juntar ao "guarda-roupa" cénico que a Letícia mantinha. Porque todos os dias são bons para as crianças fingirem que são super heróis, piratas, fadas ou bailarinas e princesas; a minha filha, e amigas, adoravam vestir as fatiotas para melhor encarnarem as personagens que criavam ou recreavam. Vestidas a rigor, as brincadeira ganhavam outro colorido e interesse. Eu achava-lhes imensa graça!

Claro que sendo o Carnaval a data oficial, é pretexto para ultrapassar as quatro paredes e desfilar publicamente. Cada criança é protagonista da festa, seja em casa, na escola, ou caminhando pela rua. É a diversão cerimoniosa, com data prevista, e por todos aguardada.
E depois da festa? Passa tão depressa! Não faltarão oportunidades para envergar a fantasia; para além de brincadeiras intermináveis, pode, por exemplo, inspirar o tema de festa de aniversário. É só deixar a fantasia à vista, no guarda-roupa, junto ao outro vestuário!

O Vegaoo é um site de fantasias que disponibiliza milhares de disfarces e acessórios, para todos os gostos, interesses, tamanhos e preços. Para escolher comodamente em casa, sem stress, nem pressas; com envio expresso( no mesmo dia) chega ao domicilio num piscar de olhos. Não poderia ser melhor.

E bom Carnaval!  

Nota: texto em parceria com o Vegaoo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Um dia no Museu

Musée des Beux-Arts de Lyon, Foto de Letícia
Ainda hei-de passar um dia inteiro num museu de Belas Artes. Estarei lá à hora de abertura, sem me preocupar com almoço e lanche, sem olhar para o relógio, saindo apenas quando o museu encerrar portas. 

Ninguém me acompanhará, nem combinarei hora e lugar para visitar seja o que for nesse dia.

Irei parar o tempo que quiser a admirar telas, sem ninguém a apressar-me. Voltarei para trás as vezes que entender. Sentar-me-ei num banco sem pressa, a contemplar, a devanear e a tirar notas, se o entender. 

E se por um feliz acaso, encontrar o mesmo velhinho, que discutia El Greco diante de uma tela deste pintor e da qual se afastava relutante, voltando uma e outra vez, com um acompanhante enfastiado, vou perguntar-lhe. 
Vou perder a minha reserva natural, e aquela que a boa educação me deu, e perguntar-lhe directamente o que vê de tão fascinante naquela tela.

Não sou exigente, sobre a sua localização, pode ser em Paris, Londres, Florença ou Amsterdam. Ou Lyon, pela 4ª vez. Mas desta vez, serei apenas eu. E isto não é ingratidão para quem teve paciência de me acompanhar repetidas vezes. É somente um grande capricho meu.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A Mãe Angolana

"As angolans são mais rigidas do que as portuguesas, acho eu. Eu recomendo que não cedam aos caprichos das crianças e que não tenham medo de se fazer obedecer. 
Nós, angolanas da minha geração, que tenho 38 anos, crescemos sem espaço de manobra. Não sei se era das sequelas da guerra, de pais que estavam pouco tempo connosco e portanto tinham 
de se concentrar no que era essencial, mas a educação em nossas casas sempre teve muita rigidez. Crescemos com a ideia que os nossos pais eram a autoridade máxima, e isso nunca nos fez confusão. Levávamos palmadas e havia mesmo quem levasse chicotadas, mas na realidade só era preciso um olhar para obedecermos. Crescia-se com o fantasma do chinelo ( às vezes não era só o fantasma). 
Eu não sou tão rígida com os meus filhos porque os tempos também são outros, mas mantenho essa ideia de que os pais são a autoridade máxima, que partilham com os professores (a educação, acho eu, deve ser trabalho conjunto). E os meus filhos também obedecem a um olhar meu.
Eles não fazem birras em casa, não choram no hipermercado. Nem é preciso levarem uma palmada - o meu olhar é desafiador. E isto não significa falta de carinho. Eles amama-me na mesma porque eu estou com eles em todas as alturas importantes da vida deles. 
Acho que os pais não deviam ter tanto medo que os filhos deixem de gostar deles, porque a nossa posição de pais já está mais do que garantida. Ainda hoje, quando o meu pai me diz: Tu vê lá! eu ainda oiço."
Carla David, dois filhos de 4 e 9 anos, in Revista Activa, Maio 2015 

Fiquei com a impressão que para a mãe angolana a ênfase da educação está na "autoridade"; que os pais sejam a autoridade, reconhecidos como tal, e que por isso se façam respeitar e obedecer.

Não posso discordar da brandura dos pais portugueses, porque me parece um facto; por vezes, e talvez demasiado frequentemente, as crianças parecem ser a autoridade nas suas famílias. Decidem, escolhem, rejeitam e "exigem", sobre coisas que ainda não têm maturidade para tal. 
Segundo os psicólogos, é mais pernicioso a parentalidade omissa do que a autoritária; as crianças confundem-na com "indiferença" dos pais. Então, aqui está algo que podemos aprender com a mãe angolana.