segunda-feira, 21 de Julho de 2014

A Mãe que Mostrou o Umbigo da Filha

Fez correr mais " tinta" o facto de o Instagram ter apagado a conta da dita senhora, do que propriamente a repercussão da foto da criança. - Afinal, o que tem de tão errado publicar uma foto de uma menina a mostrar o umbigo? Pergunta a mãe furiosa. Há tantas fotos publicadas no site de corpos mais despidos!

Para esta blogger, cuja conta no Instagram existia há cerca de 4 anos, e onde partilhava fotos de família com regularidade, esta foto era apenas mais uma. O registo de um momento que ela, como mãe, achou ternurento, e quis partilhar com os seus seguidores.

Tenho a impressão, enquanto leitora, que a  busca de fotos e factos para partilhar com quem nos lê, extrapola o razoável, tamanha é a sede que a motiva. E as mães bloggers, lamento dizê-lo, estão na vanguarda deste fenómeno disparatado. Parecem mais frequentemente estar online na vida real, do que propriamente a viver o momento. Os filhos comem um gelado, tira foto. Os filhos tomam banho de espuma, tira foto. As crianças sorriem com a boca suja da sobremesa, tira foto. A criança levanta o vestido, tira foto!

Tira foto e partilha, é o modo em que se encontram constantemente. A rotina mais básica e corriqueira é registada com uma patente sofreguidão, para quem é vital recolher permanentemente matéria que alimente o blogue. E obviamente, como acontece quando há um défice de alguma coisa, a satisfação ultrapassa a saciedade. Passam-se limites.

O argumento de algumas bloggers é no mínimo incoerente, dizem que estão a registar momentos familiares. Que pretendem partilhá-los com amigos e familiares que vivem à distância. Se é por isso, as contas podem ser abertas apenas a convidados, como eu já tive, para os meus filhos.

Outro argumento apresentado é que no meio de tantas fotos de nudez, que parecem já não escandalizar, crianças semidespidas são apenas a imagem da inocência plasmada. Que a perversidade está nos olhos de quem as vê. Portanto, os pais sabem que as fotos podem ser vistas por quem as observa com inocência e por outros que não o fazem. Que podem ser inclusivamente guardadas e usadas em sites terríveis.

Mais, esquecem aqui um factor importante. As crianças não têm noção da exposição a que estão a ser sujeitas.
Já li diversos testemunhos de adultos que afirmam não gostarem, mesmo nada, da ideia de terem fotos suas, de crianças, partilhadas na internet. Eu também não gostava.

Na essência, este debate confronta duas questões:  a devassa da privacidade de alguém desprotegido, e falta de respeito. E o mais triste da questão é que ambos são consequencia de actos de quem deveria proteger as crianças acima de tudo.

Este caso, partindo desta foto, é uma  metáfora eficaz que ilustra bem a postura de muitas mães-bloggers, cujo olhar está focado apenas no seu umbigo. Deveriam levantar a cabeça e ver um pouco mais longe, pois a vida real está lá fora. Deveriam desfrutar mais do que a vida oferece, sem necessitarem de lentes para o fazerem. Até porque um dia poderão vir a ter que prestar contas aos filhos.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

O meu Facebook

O FB não é para mim sala de estar, onde passe horas sentada, entretendo as visitas com conversa de circunstância.
Não é cozinha que me alimente, desperte apetites inconfessáveis ou frívolos desejos.
Não é janela ou varanda, de onde observe quem passa, como vai vestido, adivinhando os seus humores.
Não é quarto que me tranquilize, me convide ao sono ou me descanse.

Não é hall de entrada, onde cochiche baixinho, para o resto da casa não me ouvir, confidências e notícias privadas. Por isso, sabe tão pouco de mim, que não cessa de me perguntar, em que liceu estudei, com quem casei, e qual a minha religião.
Não é jardim publico onde me passeie na esperança de encontrar conhecidos, para trocar cumprimentos. 

O FB para mim, é apenas um corredor, de pequenas dimensões que atravesso rápido, para chegar ao outro lado. 

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

O Primeiro Concerto - One Direction


Desde o seu aniversário que a Letícia esperava por este dia. Quase um ano. Tempo que eu receei ser suficiente para esfriar esta paixão pela boys band. O que não aconteceu, mas poderia muito bem ter acorrido, devido à volatibilidade típica destas idades e ao tempo que demorou, que bem se proporcionava para isso.

As coisas mudaram imenso desde que era eu a frequentar estes eventos. Para começar, já era suficientemente crescida para ir apenas com amigas; os bilhetes eram comprados com uma antecedência muito razoável, nada que se compare a 9 meses! E, finalmente, dirigiamo-nos para o local, apenas no próprio dia e próximo da hora do concerto.

Ver nas notícias que as fãs dos One Direction começaram a acampar nos arredores do Dragão na quinta-feira, dispondo-se a dormir aí, no chão e ao relento, algumas com pais, outras sem, para assistir a um concerto no domingo seguinte, deixou-se atônita.
A minha filha começou intimamente a questionar-se o que fazia tranquilamente em casa. A perguntar-se se não deveria dirigir-se para o estádio, como as outras.

Quando começou esta loucura? Perguntava-me incrédula. Quando os pais começaram a permitir que acontecesse. E diziam nas entrevistas, a modos de explicação: O que fazemos pelos filhos!  Como se esta frase contivesse toda a essência do amor ilimitado que sentimos pela nossa prole.

Permitam-me discordar. E duvidar. Permitir que os nossos filhos frequentem eventos cada vez mais jovens, implica acompanhá-los e orientá-los. Não basta integrarem um grupo de amigas da mesma idade. Não é aceitável que lhes permitamos permanecer no local do concerto 4 dias a viver ao estilo sem-abrigo.

Mesmo nestas coisas fixes, das quais já mal nos lembramos e não sabemos quase nada, temos que ser nós a dizer-lhes como proceder. Ir para lá no próprio dia, nem sequer muito cedo, o mais próximo possível da abertura das portas ( condescendamos nisso), levando uma mochila com água, protector e algo para comer, para além do telemóvel. É o básico.

A grande maioria dos pais permanceu próximo do estádio do Dragão; muitos deles fizeram do shopping ao lado, sala de estar, onde comeram, dormiram, viram tv e de onde espreitaram para o estádio, observando o balouçar dos balões vermelhos e verdes. De onde certamente vibraram unicamente por imaginarem como as filhas estariam felizes dentro do recinto.

A Letícia esteve muito próxima dos rapazes. Nem queria acreditar quanto!
A minha estava a viver uma das experiências mais marcantes da vida dela. Algo que nunca esquecerá, assim como o facto de ter sido acompanhada pelo pai. Um esforço que vale a pena fazer, de modo a ficar colado para sempre a uma memória tão feliz.

Porque no fim de contas é isso que os pais querem fazer, proporcionar memórias felizes. Com condições e dentro do razoável.

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Livros escolares - Comprar antes para comprar bem


Eu sei que o ano lectivo ainda mal terminou e para algumas pessoas ( sobretudo pessoinhas!) poderá ser algo desagradável começar já a falar em livros escolares, mas a razão para tal é boa.  Além disso, saber que a questão "livros" fica desde já riscada da lista, é um alívio. É que frequentemente alguns deles esgotam em Setembro. E não haverá descontos por essa altura. E depois das férias de Verão, a carteira estará mais delapidada do que antes.

A Wook está neste momento com uma campanha em que oferece 15% de desconto, mais portes de envio e ainda a possiblidade de pagar, em encomendas superiores a 60€, em três vezes.

Pode ainda procurar pelos manuais escolares em livros usados no OLXCustoJusto e Bibliofeira, o único onde os vendedores recebem feedback, o que imprime mais garantia de honestidade ao negócio. 

Ou então, colocar anúncios em supermercados na zona onde vive, a pedir especificamente os livros que precisará, dizendo que os compra, ou pedindo que alguém lhos dê. Não há mal algum nisso, até porque muitos livros escolares ficam em casa sem uso. Ou pior, vão para o Papelão.

Frequentemente é porque as pessoas nem sequer sabem o que lhes fazer; se for o seu caso, sugiro que passe pela Escola que o seu educando frequentou e deixe lá os livros; eles saberão a quem os ceder, pois há famílias que não são abrangidas pelo subsídio escolar e ainda assim têm imensas dificuldades em adquirir os manuais.

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Férias Imprevistas



Estes dias, a Nigella comentava num dos seus episódios que temos que aproveitar a vida conforme o que ela nos vai proporcionando. Mesmo as coisas mais simples; são essas que nos fazem felizes. Não podia concordar mais com ela.


Uns dias na praia, mesmo com tempo atipico de Verão,  proporcionou-nos repouso, outra paisagem, silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar, banhos ( para as crianças, para quem o mar do Norte está sempre óptimo!), e brincadeiras esquecidas, que por sua vez fizeram esquecer jogos de p.c. , PS, telemóveis, etc. 

Temos mesmo que aproveitar as férias imprevistas, até porque este Verão promete manter-se arredio e indomável.

quinta-feira, 26 de Junho de 2014

9 Erros de Segurança Infantil na Água que até Pais Cuidadosos Cometem

 
Artigo via Babble

Nas férias de Verão, praias e piscinas são incontornáveis, destino de eleição da maioria das crianças. No entanto, há sempre um grande risco de afogamento, o que acontece mais do que desejaríamos, que seria nunca.

Todos sabemos que devemos estar sempre atentos às crianças, quando tomam banho ou brincam na água, mas ainda assim, cometemos erros. 

Segundo, Janet Evans, a atleta olímpica de natação americana, quatro vezes medalhada, estes são os nove erros:

1. "O meu  filho é muito jovem para aprender a nadar."
opiniões divergentes sobre quando ensinar as crianças a nadar, mas eu acredito que  introduzir  uma criança muito pequena na água - e aclimatando-a para a forma como o corpo se sente na água - é inestimável para, eventualmente, ensiná-los a nadar. Minha filha teve a sua primeira aula de natação aos quatro meses, e meu filho teve sua primeira aula às  quatro semanas. As estatísticas compiladas pela Fundação de Natação EUA prova que quando você coloca seu filho em aulas formais de natação, reduz o risco de afogamento em 88%.

 
 2. "O salva-vidas vai vê-los."
O salva-vidas é apenas uma pessoa, e não importa como eles são bons, eles não podem assistir a todas as crianças. Tenho sido provocada em festas de piscina por me sentar - geralmente ao lado do salva-vidas - e observar a piscina juntamente com ele. Afogamentos em festas de piscina são rápidos e silenciosos, e geralmente ocorrem com adultos ao pé, a metros de distância da piscina.

 
3. "O meu filho está seguro na água."
"Nenhuma criança está sempre segura na água. Eu sou uma campeã olímpica, e eu não estou segura  na água! Eu poderia tropeçar no deck da piscina, bater a cabeça e cair lá dentro. Como embaixadora da EUA Swimming Foundation, gostaria de sublinhar a importância de manter as crianças "mais seguras" dentro e ao redor da água, dando-nos uma coisa a menos para nos preocuparmos.

 
4. "Eu posso depender apenas de braçadeiras para ensinar meus filhos a nadar."
"Os pais acham que as braçadeiras ajudam os seus filhos a aprender a nadar, mas a maioria dos defensores de segurança na água não recomenda,  porque elas dão às crianças uma falsa sensação de segurança. Quando uma criança cai acidentalmente numa piscina é geralmente sem braçaceiras. Eles precisam saber como nadar sem elas. "


5. " A minha piscina é segura."
Apesar de não ser a forma mais comum de se afogar, armadilhas de drenagem são comuns. Como tal, os pais devem-se certificar de que drenagem e  sistemas de bombas de suas piscinas estão em conformidade com os regulamentos estaduais e federais atuais (encontrar informações no exterior com segurança). E não se acanhe em pedir orientação à piscina pública local . Você também deve manter a plataforma da piscina livre de brinquedos e outros objetos, de modo que nenhuma criança tropece e caia na piscina.

 
6. "Eu posso sair da piscina por alguns minutos para atender o telefone ou ir buscar alguma coisa a casa."
Mais uma vez, nenhuma criança está sempre segura na piscina. O afogamento é silencioso e demora dois minutos. Nunca tire os olhos do seu filho enquanto eles estão dentro de água, seja qual for, e por qualquer razão.

 
7. "Eu não preciso de um portão ao redor da minha piscina."
As crianças podem escapar para fora de casa e para a piscina sem serem notadas, e até mesmo as crianças com habilidades de natação poderão ter problemas. Piscinas de casa (juntamente com banheiras de hidromassagem e jacuzzis) devem ter uma porta de fecho automático em volta delas, se as crianças estão presentes dentro e ao redor da casa a qualquer momento.

 
8. "Se eu não consigo encontrar o meu filho, eu deveria procurar em casa antes de verificar a piscina."
Se a sua casa tem uma piscina, ela deve ser o primeiro lugar em que você procura. Mais uma vez, o afogamento é rápido e silencioso.

 
9. "Eu vou saber o que fazer se o meu filho precisa de ajuda."
Todos os adultos deveriam saber fazer Reanimação (encontrar um curso acreditado em seu local Cruz Vermelha  e YMCA) e as acções a serem tomadas, se encontrar uma criança inconsciente n uma piscina. Você nunca pode estar demasiado preparado.