quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Para quê entrar na escola aos seis?


Ao ver este vídeo lembrei-me de uma notícia que li há algumas semanas, sobre a entrada na escola, pasme-se... aos cinco anos! Como se seis anos não fosse já demasiado cedo, pelos vistos há quem defenda que a entrada aos cinco, para casos especiais, seja prática. A infância já está a ser encurtada de forma violentíssima, seja pelo que se espera e exige das crianças actualmente, seja por aquilo que a sociedade/cultura lhes oferece, disponibilizando-lhes acesso a ideias e práticas para as quais não têm maturidade. Ainda assim, há vozes que se levantam para destruir a infância totalmente, e tolamente. Para além de não permitirem que as crianças vivam a infância em pleno, desfrutando desta fase da vida como base para a construção de personalidades equilibradas e felizes, o objectivo, que é a formação académica cada vez mais cedo, sai-lhes gorada. 

Os jovens são cada mais vez mais imaturos e despreparados. A perspectiva de escolherem uma profissão "para toda a vida", assusta-os. Muitos, nem sequer sabem exactamente a profissão que querem escolher. Encontram-se perdidos. E para se encontrarem, a perspectiva de fazer um gap year - pausa de um ano-, parece-lhes a solução.
Partir pelo mundo, viajando, fazendo voluntariado, aceitando trabalhos para os quais têm estudos acima dos requeridos, é a saída que lhes convém. Não sei se partem para se encontrarem, ou se partem para fugir. Ou ambas. Acredito que voltem efectivamente mais maduros, conhecendo-se melhor e sabendo o que querem.

Seja como for, a maturação requer tempo, portanto, por que tanta vontade em antecipar a entrada nos filhos na escola? Para chegarem ao mercado de trabalho antes dos outros? Para começarem a ganhar dinheiro mais cedo? Há estudos feitos que provam que os alunos mais novos têm resultados mais baixos, comparativamente com os seus colegas mais velhos. 
Está visto que os filhos frequentemente boicotam os planos dos pais. E mais cedo ou mais parte ficamos sem controle sobre eles. 
Só temos uma oportunidade para os educarmos, e não sendo nenhuma experiência que possamos repetir, talvez o melhor fosse tão termos tanta pressa em lançá-los para o mundo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Manipulação da mulher, por #AugustoCurry

- É mais difícil para a mulher ser autora da própria história?
- Sem dúvida, a maior conspiração deste século é a conspiração contra as mulheres, elas têm mais transtornos psíquicos não porque sejam o sexo fraco: são mais inteligentes, altruísta e solidárias. Mas são constantemente bombardeadas por um padrão de beleza que nunca houve na história, o ideal magérrimo e doente é utilizado pela sociedade de consumo para vender tudo e mais alguma coisa. E o nosso "biografo" interior não perdoa, quando ele vê um anúncio de um perfume não entra na "janela" apenas o perfume, mas este ideal assassino de beleza. Isso é feito às claras. Estamos a destruir a vida das mulheres que vivem sequestradas por dentro. E toda a gente acha isso normal!

- Isso interessa a quem?
- Interessa ao sistema capitalista que estejamos sempre prontos a comprar qualquer coisa. As mulheres são as mais pressionadas a consumir mais desnecessariamente, para compensar a ansiedade. Quando o segredo de uma emoção feliz é fazer muito do pouco. A emoção não respeita o dinheiro que você tem mas o que você sente por você mesma.
       Augusto curry, in Activa nr 321, Agosto, 2017

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Massa com pimentos #vegetariana


Massa com qualquer coisa é sempre bem-vinda cá em casa, sobretudo para a Letícia. Mas esta ficou particularmente deliciosa, e é bem fácil e rápida de se fazer!



 Massa com pimentos
Ingredientes:
Duas chalotas
250 gr de fusili (ou outra massa)
1 pimento vermelho
1 pimento amarelo
20 ml de puré de tomate
2 c.sopa de natas de aveia
100 ml de caldo de legumes
Ervas da Provence

Como fazer:
Saltear as chalotas cortadas picadas em azeite. Acrescentar o puré de tomate ( cortei dois tomates e reduzi a puré com a varinha). 
Lavar os pimentos e cortar às tiras. Coze-los numa sertã com um fio de azeite juntar o caldo de legumes. Temperar com as ervas da Provence e deixar ferver 5 minutos. 
Cozer a massa al dente numa panela com grande volume de água, e sal. Escorrer e colocar num prato fundo de ir ao forno. 
Escorrer os pimentos e juntá-los à massa. Acrescentar ao caldo as natas ao molho de tomate, temperar com sal e pimenta, e deixar  ferver um pouco. Verter sobre a massa, envolver, cobrir com queijo a gosto e levar ao forno 5 minutos a gratinar. 
 

Receita do livro "Pâtes & Pizzas", Femmes d'aujourd'hui

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Para começar a Escola...

- Diz que estamos numa sociedade de entretenimento mas continuamos sós..
- A sociedade do lazer criou a geração mais triste que pisou esta terra, o suicídio aumentou 40% mundialmente entre os jovens, e não só a baleia azul. O excesso de informação e de compromissos levou ao assassinato da infância. Os mais novos precisam de cada vez mais para sentir cada vez menos e estamos a aumentar o seu nível de exigência para serem felizes. Estamos a gerar mendigos emocionais.  Os pais têm de falar das suas lágrimas para que os filhos possam chorar as deles, têm de falar dos seus fracassos para que os filhos entendam que não têm que ser super nada, têm de levá-los a contemplar o belo a destinos tranquilos e serenos que formem "janelas light", o ecrã não pode ser toda a vida deles. E não olhem para as notas...

                 Augusto curry, in Activa nr 321, Agosto, 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mudança de turma? No drama!

O meu primogénito permaneceu na mesma turma desde o 1º até ao 9º ano, com poucas entradas e saídas de alguns meninos. Mesmo quando a turma se deparou com a escolha da 2ª língua estrangeira, no 7º ano, e pareceu desmembrar-se, acabou por permanecer praticamente a mesma.  E com alivio terminava a minha inquietação; eu achava isso ideal, que a a estabilidade, a permanência dos amigos, o facto de já se conhecerem bem, se conjugava para o melhor. 
Porém, no 10º ano, perante escolhas de áreas de estudo diferentes, a possibilidade de dispersão dos colegas voltou a surgir e dessa vez com mais seriedade, pois já se tratava de escolhas relacionadas com as profissões. Com o futuro. 
Portanto, o meu filho foi colocado numa turma com pouquíssimos  amigos/colegas da sua turma de sempre, numa escola diferente, numa área que não é propriamente fácil - CT - e nada disso pareceu atrapalhá-lo. Integrou-se lindamente na nova turma, fez novos amigos e conheceu outros colegas. Afirmou-me, no final do ano, que gostava muito desta turma, que eram muito unidos e companheiros. Numa ocasião em que dei boleia a dois amigos do Duarte, ambos repetiram a mesma opinião. E ainda, conversando com outras mães, elas me confirmaram o mesmo, e isto da parte de alunos oriundos de diferentes turmas.
Afinal a inquietação era apenas minha. Os adultos são muito mais reaccionários à mudança do que as crianças e jovens. Por vezes as mudanças são boas, e querer permanecer numa situação por ser conhecida não é per se argumento máximo. As mudanças ajudam-nos a evoluir, dando-nos oportunidade de descobrir novas situações e pessoas, fazem-nos crescer. 
Agora que a minha filha se depara com a mesma situação, tenho outra perspectiva; apenas espero que corra pelo melhor. E ela, com a confiança própria da idade, nem lhe ocorre que de outra forma possa ser! 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Anedotas que se escrevem e contam por aí

"A loira burra" 👱

- Qual é a diferença entre um pão e uma loira? O pão tem miolo.
Pressupõe-se então:
- Qual é a semelhança entre um pão e um loiro? Ambos têm miolo.

Mas claro que isto não poderia ser anedota, não tem piada. 
Tem piada rebaixar, e quem melhor para diminuir do que o género feminino? Ser loira é detalhe, o ataque é feito a todas as mulheres.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Salada de Grão, quinoa e mangericão #vegetariana


Quando a Letícia viu esta salada pronta torceu o nariz, como aliás eu já previa que torcesse, pois não é de todo fã de saladas. Porém, insisti com ela para comer uma garfada, ainda antes de levar a travessa para a mesa. Disse-lhe que iria ter uma enorme surpresa com os sabores, que era deliciosa. E assim foi, ainda a mastigar o rosto dela iluminou-se com um sorriso perplexo.
É mesmo surpreendente que receitas tão simples se revelem tão saborosas, e uma festa inesperada para as papilas gustativas.  


Salada de quinoa e grão-de-bico e magericão

Ingredientes:
1 chávena de quinoa cozida
3 chávenas de grão de bico cozido
1 chávena de tomates cereja (cortados ao meio)
Folhas de manjericão picadas
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
1 colher (chá) de sumo de limão
1 dente de alho (picados ou espremidos)
1/4 colher (chá) de oregão seco
Sal e pimenta

Como fazer:
Colocar o grão-de-bico com a quinoa numa travessa e acrescentar os tomate-cereja. Colocar num frasco o azeite, vinagre, sal, pimenta, sumo de limão e oregãos, e agitar. Verter sobre o grão e quinoa, envolver e decorar com as folhas de mangericão picado.

Dica: Espere um pouco antes de servir para o tempero se intensificar.

Receita do Onda Verde